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“Tomando o que se poderá ler como uma lista bastante austera de ingredientes, a técnica de composição de Jelinek [neste albúm] anda à volta de um trio de elementos que consistem em excertos longos de takes secundários de gravações de jazz dos anos 60 e 70, processando-os através do “Wheel Mod” de busca de loops e usando o efeito “Moiré” em som [efeito de sobreposição idênticos que deslocados, provocam um efeito novo].

Tudo soa algo académico, mas assegure-se que nada no albúm é em tal modo: os ritmos combalidos como edifícios em desmoronamento pulsam vida e nos rodeiam a cabeça como uma tempestade de neve em ebulição com um diabólico nevoeiro gelado. Tomando sedimentos do som de estática e depois escamando a melhor rendição no topo, Jelinek abre através os ecos abafados de “Moiré (piano & organ)” onde cliques em espiral e em movimento lento sussurram tons analógicos, dando a impressão de perspectivas recônditas que se estendem para dos elementos constituintes.

Mais adiante, “Rocky in the Video Age”, instiga um blush gratuitamente optimista até uma fluxo aquático de micro-sons, “Moiré (Strings)” é a companhia perfeita para o arquivo em fita em de composição de [William] Basinki, enquanto que “Them, Their” representa uma curvatura aural tão vincada que só se consegue apanhar o seu distintivo brilho pelo canto do olho.

Crítica da loja Boomkat.

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