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“(…) Em Caressant l’Horizon, Párra conjuga metáforas do mundo da Física e Biologia para dentro de um sistema lógico holístico, onde na qual o artista situa a sua posição ética e estética.

Se porventura a natureza é retratada muitas vezes de modo pitoresco ou estereotipado no romântico “Tondichtung”, em Caressant l’Horizon, encontramos a justaposição dialéctica de duas realidades incomensuráveis: por um lado um pequeno jardim na imensidão inimaginável do universo, e por outro lado, os limites inultrapassáveis do espaço-tempo, que,  de acordo com a teoria geral da relatividade, é atingida a máxima distorção do continuum espaço-temporal. Assim, o compositor atenta ” imaginar o que poderíamos experienciar fisicamente as ondas gravitacionais de intensidades inimagináveis despoletadas pela colisão de dois buracos negros.” A ideia hipotética de “acariciar” o horizonte do evento de um buraco negro, que marca a fronteira entre essa realidade que é habitada pela nossa frágil e fugaz existência humana com a área proibida, onde as dimensões de espaço-tempo colapsam – esta é a ideia-base para a dramaturgia musical de Héctor Parra. (…)”

José L. Besada, in CD “Caressant l’Horizon” de Héctor Parra, pela Col Legno Recordings.

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