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(…) “Encontrar um título foi um desafio porque, irregularmente, a encomenda esteve relacionada com uma celebração específica – os 100 anos da independência da Finlândia. O título teria e carregar um significado perante isto. Deveria ser em finlandês ou sueco, as nossas duas línguas nacionais? Deveria reclamar a si o quão bom e prósperos nós somos, ou suportar algum tipo de nacionalismo? Eu decidi que a forma de neutralizar alguns destes pontos seria escolher um título em latim, uma língua universal na Europa muita antes da nossa independência – a língua da cultura, tradição e dos estudiosos.

Se traduzirmos “TEMPUS FUGIT” como “A fuga do Tempo”, podemos dizer que a Finlândia trilhou um longo caminho – mas 100 anos é um curto espaço de tempo, e a vida como humano nesta parte do mundo começou muito antes, e nós desejamos que continue por milénios. Isto relaciona com o meu fascínio com o conceito de Bern Alois Zimmermann de tempo esférico – onde o passado, o presente e o futuro estão em contínua conexão. Pode também examinar a inter-relação do tempo musical com obras iniciais de Stockhausen como “Kontakte” e “Gruppen” que teve muito impacto como jovem compositor. A tradução que mais prefiro de TEMPUS FUGIT será “Tempo em Viagem”, oferecendo a ideia de que o tempo viaja entre nós como um resíduo tangível, tal como um avião que viaja numa determinada direcção, liberta um trilho em vapor.”

(Magnus Lindberg)

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