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Como sugestão adicional, uma obra que rompe com todas as convenções sobre o que é Música, o que deve ser Música, ou como deve ser feita a Música. E ainda bem. O compositor em questão é Mark Applebaum, pupilo de Ferneyhough, mas que levou o seu conceito de Música a diferentes conceitos de coreografia, improvisação, desconstrução de discurso, preconceitos e convenções. Applebaum vê-se como um desafiador constante do tradicional, provocando o ouvinte, a fazê-lo pensar sobre o que está a ouvir e a ver. A obra em questão é “Tlön”, para 3 maestros. Ouviram bem, 3 maestros. A ideia surgiu de uma vez, o compositor ter visto uma discussão entre dois surdos/mudos, e ter reparado que essa discussão, embora silenciosa, era provocativamente forte. Partindo daqui, Applebaum constrói um mundo imaginário de sons, onde cada ouvinte ao ver os 3 maestros imagina o seu som imaginário, tanto de instrumentos convencionais, de voz, de electrónica, do que seja. Um exercício musical e pré-conceito estético.

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